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sexta-feira, 25 de abril de 2008

A Palavra de Luah

Certo dia, uma menina chamada Luah de sete anos de idade, não muito pequena mas também não muito grande, com cabelos longos escuros, olhos cor de mel, ouve uma palavra a qual nunca ouvira antes, está palavra entra em sua mente e se dissolve em sílabas, letras até se unirem novamente.

Luah tentava unir a palavra com outras e tentava descobrir de alguma maneira seu significado e junção em frases.

Escreveu da sua maneira a palavra milhares de vezes no seu diário, o qual sua mãe lhe dera, de diversas formas para tentar absorver e resolver a palavra completa e separada.

Falou a palavra para seu irmão mais novo e repetiu várias vezes, ficou observando sua ação após a palavra dita, nada aconteceu, seu irmão tinha só oito meses de idade.

Assim, Luah foi dizer a palavra para alguém mais velho, sua avó, falou novamente e nada aconteceu. Com 94 anos de idade, sua avó além de muito velha era surda, Luah fez mímicas das letras que continham a palavra, mas nada resolveu.

Foi para seu quarto e releu o que havia escrito em seu diário, escreveu de outras maneiras que poderiam ser escritas ao pronunciar a palavra, então, decidiu escrever uma carta para o presidente com a palavra que ouvira apenas ela escrita e aguardar a resposta de uma atitude dele. E, assim escreveu.

Dia após dia, aguardava a resposta da carta, Luah não admitia ficar quieta , foi então caminhar na vizinhança e na escola perguntar sobre o significado da palavra que ouvira há dias.

Na escola, perguntou aos seus colegas sobre o significado da tal palavra mas ninguém a ouviu estavam ocupados em brincar. Perguntou então a sua professora, ela, muito ocupada com seus 35 alunos também a ignorou.

Luah ficou triste pois ninguém a ouvira e lhe dava atenção, voltou para casa caminhando e, quando encontrava alguém na rua falava a palavra para ver a reação das pessoas e se davam alguma pista de seu significado, as pessoas continuavam a andar seguindo sua rotina, seu caminho.

Quando chegou em casa, abriu a caixinha do correio e lá estava sua carta resposta. Foi para o quarto, fechou a porta, sentou em sua cama com sua colcha de borboletas lilás e ficou admirando o envelope amarelo com seu nome escrito com caneta preta com o parecer que fora escrito em caneta de pena. Quando virou o envelope viu o nome do presidente como remetente, abriu um sorriso e ria por dentro sozinha.

De repente, sua mãe bate na porta chamando-a para jantar, Luah colocou delicadamente a carta em baixo do seu travesseiro e fora jantar, já desistira de perguntar a sua família sobre a palavra, estava muito mais interessada agora em saber a resposta da carta.

Mal havia terminado seu jantar, pediu licença e se levantou foi para seu quarto, fechou a porta e pegou com cuidado sua carta. Ao segura-la sentia seu cheiro, sua forma, seu material, sua cor, ao mesmo tempo a ansiedade, angústia e medo, curiosidade para saber qual seria a resposta do presidente pela sua palavra escrita.

Se acomodou em sua cama, apagou a luz e acendeu seu abajur de fadas, abriu o envelope viu uma folha grossa azul bem clara, tirou-a do envelope e a segurou observando-a, estava dobrada em quatro, foi desdobrando aos poucos sentindo o seu cheiro, quando sua ansiedade estava acelerando seu coraçãozinho. Desdobrou toda a carta e viu as letras e palavras escritas em tinta preta por toda a folha.

Com muita calma, Luah lia letras por letras até unir e entender as palavras escritas. Iniciou a leitura:

"Querida Luah, sua palavra foi recebida pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, com todo carinho respondo sua carta. Essa palavra a qual escreveu corresponde a um simples significado que não sei como explicar por escrito. Apenas lhe digo que você é uma menina muito corajosa e muito inteligente. Espero que consiga alguma resposta com outra pessoa, talvez deva tentar com o narrador da sua história. Com muito carinho e boa sorte Lula".

E assim Luah triste acabou sua leitura sem muito sucesso, mas com essa idéia do Lula fez que pensasse melhor em perguntar ao narrador de sua historia e assim fez. Perguntou em pensamento o que significava a tal palavra.

E eu, o narrador respondeu... "Pensar é pensar, é o que fez todos os dias quando queria saber o significado desta palavra".