Certo dia, uma menina chamada Luah de sete anos de idade, não muito pequena mas também não muito grande, com cabelos longos escuros, olhos cor de mel, ouve uma palavra a qual nunca ouvira antes, está palavra entra em sua mente e se dissolve em sílabas, letras até se unirem novamente.
Luah tentava unir a palavra com outras e tentava descobrir de alguma maneira seu significado e junção em frases.
Escreveu da sua maneira a palavra milhares de vezes no seu diário, o qual sua mãe lhe dera, de diversas formas para tentar absorver e resolver a palavra completa e separada.
Falou a palavra para seu irmão mais novo e repetiu várias vezes, ficou observando sua ação após a palavra dita, nada aconteceu, seu irmão tinha só oito meses de idade.
Assim, Luah foi dizer a palavra para alguém mais velho, sua avó, falou novamente e nada aconteceu. Com 94 anos de idade, sua avó além de muito velha era surda, Luah fez mímicas das letras que continham a palavra, mas nada resolveu.
Foi para seu quarto e releu o que havia escrito em seu diário, escreveu de outras maneiras que poderiam ser escritas ao pronunciar a palavra, então, decidiu escrever uma carta para o presidente com a palavra que ouvira apenas ela escrita e aguardar a resposta de uma atitude dele. E, assim escreveu.
Dia após dia, aguardava a resposta da carta, Luah não admitia ficar quieta , foi então caminhar na vizinhança e na escola perguntar sobre o significado da palavra que ouvira há dias.
Na escola, perguntou aos seus colegas sobre o significado da tal palavra mas ninguém a ouviu estavam ocupados em brincar. Perguntou então a sua professora, ela, muito ocupada com seus 35 alunos também a ignorou.
Luah ficou triste pois ninguém a ouvira e lhe dava atenção, voltou para casa caminhando e, quando encontrava alguém na rua falava a palavra para ver a reação das pessoas e se davam alguma pista de seu significado, as pessoas continuavam a andar seguindo sua rotina, seu caminho.
Quando chegou em casa, abriu a caixinha do correio e lá estava sua carta resposta. Foi para o quarto, fechou a porta, sentou em sua cama com sua colcha de borboletas lilás e ficou admirando o envelope amarelo com seu nome escrito com caneta preta com o parecer que fora escrito em caneta de pena. Quando virou o envelope viu o nome do presidente como remetente, abriu um sorriso e ria por dentro sozinha.
De repente, sua mãe bate na porta chamando-a para jantar, Luah colocou delicadamente a carta em baixo do seu travesseiro e fora jantar, já desistira de perguntar a sua família sobre a palavra, estava muito mais interessada agora em saber a resposta da carta.
Mal havia terminado seu jantar, pediu licença e se levantou foi para seu quarto, fechou a porta e pegou com cuidado sua carta. Ao segura-la sentia seu cheiro, sua forma, seu material, sua cor, ao mesmo tempo a ansiedade, angústia e medo, curiosidade para saber qual seria a resposta do presidente pela sua palavra escrita.
Se acomodou em sua cama, apagou a luz e acendeu seu abajur de fadas, abriu o envelope viu uma folha grossa azul bem clara, tirou-a do envelope e a segurou observando-a, estava dobrada em quatro, foi desdobrando aos poucos sentindo o seu cheiro, quando sua ansiedade estava acelerando seu coraçãozinho. Desdobrou toda a carta e viu as letras e palavras escritas em tinta preta por toda a folha.
Com muita calma, Luah lia letras por letras até unir e entender as palavras escritas. Iniciou a leitura:
"Querida Luah, sua palavra foi recebida pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, com todo carinho respondo sua carta. Essa palavra a qual escreveu corresponde a um simples significado que não sei como explicar por escrito. Apenas lhe digo que você é uma menina muito corajosa e muito inteligente. Espero que consiga alguma resposta com outra pessoa, talvez deva tentar com o narrador da sua história. Com muito carinho e boa sorte Lula".
E assim Luah triste acabou sua leitura sem muito sucesso, mas com essa idéia do Lula fez que pensasse melhor em perguntar ao narrador de sua historia e assim fez. Perguntou em pensamento o que significava a tal palavra.
E eu, o narrador respondeu... "Pensar é pensar, é o que fez todos os dias quando queria saber o significado desta palavra".
Um comentário:
Veridiana, seu conto está saindo!! Adorei essa ideía da criança com uma palavra. Fiquei curiosa. Vá escrevendo... E não fique mais sem escrever como fez há poucas semanas. É muito bom ter você participando e deixando seus recadinhos.
Beijo, Márcia.
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